Flores loucas em um quadrado ondulado, disforme. Verde, laranja, amarelo. Escuro, claro.
Existiu um homem sem pátria, nem nascimento.
Incônscio de toda moral.
Seguia este homem por um caminho, e nesta terra viu outros que matavam suas crianças em nome de um Deus.
Olhou, viu a cor do sangue, e os gritos histéricos, e os ululus desvairados que ecoavam do altar.
E não sentiu.
E o nome deste Deus era Morrendo.
Seguia este homem por um caminho, e agora via homens que matavam as crianças dos outros. E se matavam. Em nome de um Deus.
Olhou, viu a dor do negro, da pele e da fuligem, e o fulgurar violento das pedras preciosas.
Respirou fundo a fumaça.
E não sentiu.
E o nome deste Deus era Morrendo.
Seguia este homem por um caminho, e tinha diante dos olhos homens que se enganavam, e todos se matavam. Em nome de um Deus.
E o nome deste Deus era Eu.
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