domingo, 8 de setembro de 2013

If

Dando um adeus, suave e verde.
Seu pequeno rebento alça voo, vai pra lá, e vem pra cá, canoa perdida em uma brisa indiferente.
Pequenos rebuliços. Farfalhar de nervosismos.
Acho que foi demais para a esquerda. Não, não, demais à direita!
Girou, cambalhotou, mas ainda vai pra lá e pra cá em seu voo valente, macio como cheiro de amêndoas.
Sempre persistente, para baixo.
Entrega-se ao solo, afinal.
E ao tempo.
Dá então seu adeus quebradiço e enferrujado.
 Quebrando o silêncio deste céu opaco, o réquiem de uma banda de folhas verdes.

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