sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Ocaso

Lembranças de um ocaso afagam meu coração.
O vazio me visitou por todos estes dias, é um inquilino inconveniente.
Quero me preencher do efêmero trabalho. Minhas mãos são como um sonho da tarde, vazio e rápido, fagulhas de uma realidade, mas seu significado e seu impacto latejam durante a noite.

Cade você? Pergunta-me o bom amigo.
Estou perdido em uma manta laranja púrpura que nunca existiu.
Morrendo dos erros que não cometi.
Pintando de esperança as vazias horas, enquanto durmo e me enterro vivo em uma redoma transparente.
Transparente.
A luz a atravessa, todos poderiam ver meu corpo se esvair.
Mas estou debaixo de uma pele de sete palmos.

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