sábado, 14 de setembro de 2013

Gaiato

Vagabundo descarado, isto é.
Pseudo intelecto mascarado, logo se vê.
Um vazio manchado, entristecido pelo tempo, um suor suado, esquecido, não lavado.

Vangloria-se, veja o que fiz!
Mas cala-se ao que faz?

As vezes me acometem tais pensamentos, de forma incerta, ornamento do desprezo próprio.
Quero sonhar e sonho, e me esqueço de tudo, e o respirar é algo duvidoso.

A conexão com a realidade é valiosa, embora me pareça ilusória. Fico em dúvida se isto é sinal de mesquinhez, ou reflexo do vazio sentimental, falta de empatia. Minha idiotice chega a querer pensar que isto é qualquer coisa de intelectual. Ora, faça-me o favor!
De uns tempos pra cá, desenvolvi certo asco em relação ao desapego completo. Não me pergunte razões. As razões seriam todas humanísticas. Talvez - com certeza? - reflexo da microestrutura social em que fui criado, inserida na conjuntura macro de uma sociedade confusa, de valores múltiplos.
Temos de criar uma estrutura social interna, cujos únicos juizes somos nós, e isto não é tarefa trivial.
Um devir oscilante.

Terei forças para isto?
Dai-me, por favor, não permita que eu abandone Gaia.

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