sábado, 31 de agosto de 2013

Beleza Americana

Repensando algumas coisas... Acho que eu quase já desisti de tentar me manter steady, talvez isto seja uma busca frustrante por algo que já não é real para nós, mas foi para os mais velhos - nossos exemplos de sucesso(?).
Hoje assisto ao famoso filme Beleza Americana. Já havia visto, mas agora com um outro olhar. Acho que é como um amigo definiu: A 'verdade'. É fácil enxergar como os personagens são superficiais, e, no entanto, tão... reais... típicos, complicados (sim, superficiais e complicados!) - e olhe que nem estamos nos EUA, é um filme universal.

Será que também sou tão superficial? Isto me parece provável. Escondo-me atrás de livros, de uma pseudo-cultura, de um fraco intelecto. Tento me convencer de que a solidão é algo bom, afinal... e choro. Muitas vezes é, de fato, uma solidão de solitude, mas na maior parte, uma de loneliness. Afinal, o que procuro tanto em companhia? Apenas um válvula de escape? Um tapa buracos semi religioso?...
Será que inculcaram em mim a ideia de que estou perdendo muito por estar sozinho? Não será também um mito? Será que não perdemos muito por nos lamentarmos estarmos sozinhos, sem aproveitar esses momentos? ... Ahh... eu já não sei mais nada. Falo de você mais do que imagina... é um oásis no meu deserto... escuro e frio.
Hã... eu sei que não sou fraco. Mas parece que tenho medo de ficar sozinho, me reerguer (há quanto tempo estou falando isso?)...hahaha. É só outra insonia de sábado. Estamos todos sozinhos, no final das contas, e todos os medos são ilusões.

domingo, 25 de agosto de 2013

Pílula de desespero

Socorro! Onde estão as mulheres que sabem pensar e falar?! ... Não as vejo. Será por isso que me sinto um deserto?

Café Filosófico I

Forte e sem açúcar, por favor. Eis a forma do assim chamado macho.
As discussões, ao meu ver, se dão a partir de um ponto de vista externo (embora também masculino), e pior, de um ponto de vista retrógrado, nostálgico. Para este, é realmente difícil compreender como pensa o macho moderno... acho que posso me colocar em primeira pessoa. Deste ponto de vista, o que eu acho mais difícil é que as mulheres entendam o macho moderno, ironicamente.

domingo, 18 de agosto de 2013

Pílula demasiada humana

Dia um. Vou tentar ir mais longe hoje, simplesmente sem medo, quero expor minha cara, isto deve doer, senão não faz sentido. E o sentido deve existir, ainda que com base em irracionalidades.

Pílula de instabilidade

A beleza feminina é pior do que uma arma apontada para minha cara. É este o ponto da minha debilidade mental.

Medo, sexo e feminilidade

Seria esta a origem do medo? O sexo. Puramente o sexo (as vezes acho que na verdade é fruto do tédio)... O desejo intenso de algo que não se pode - ou ao menos se pensa que não pode - ter. Algo incorrigível. Mas acredito que algo além do físico, algo que exija o desejo recíproco (ó, o feminino!)...
E eu manipulo tudo isto, me transvisto, e faço o melhor que a mente pode fazer quanto há antinomia da realidade e o desejo, e sempre há: Fantasio. Minto. Invento. Deturpo.
A meia calça.
O espartilho.
Luvas.
Talvez uma seda oriental?
Ah, como sou superficial, depois de tudo.
Que saudades de uma boa conversa, deitado e solto, num canto da casa, com a liberdade de duas mentes abertas, com um abraço, um toque, e no fim das contas, toda a melancolia e a 'loucura', se resumem em solidão. Para sempre, e sempre, e sempre.

O Feminino II

Não é possível olhar nos teus olhos.
Apenas a sugestão da sua presença, da sua imagem, já causa uma dor surda e paralisante. É necessário - como eu sou fraco - que os meus olhos fujam para fora da realidade.
E, no entanto, meu veneno me atinge, penso tudo como se cada momento da vida devesse ser uma obra de arte, uma fotografia instantânea, e penso, sou um bom artista? sou um bom modelo? O feminino me ofende, porquê sou fraco, e ele é forte, sente nojo do fraco.
E quando quero poder, eis que busco expressá-lo ao máximo. E essa antinomia do corpo masculino e o poder feminino faz com que, da perspectiva histórica, ao buscar o máximo atinja o meu mínimo.
Seria isto tudo prisão social? mental? Seria possível buscar esse poder?
Que medo você me causa. Minha mente foi tão deturpada que em todo o meu intelecto e em todo o meu dia a erotização está presente. E você é - no meu mundo moldado e machista, estereotipado, apesar de toda o pensamento - a condensação do Erótico. E é algo além do meu alcance, e por isso o medo. Temos medo de tudo àquilo que pensamos não poder enfrentar. E eu já não posso ao menos suportar.
Desejo secretamente que você venha me atacar, por fora, não mais por dentro, e que eu sinta seus dentes, meu sangue derrame, ainda quente, e que tudo se misture a lágrimas e gozo, e o calor o prazer e a dor inundem o meu ser, e eu possa sentir em sua plenitude o feminino do medo e do erótico, que é o que existe em minha cabeça.
Admiro o poder feminino, mas o tempo, pois o desejo, e sei que sou incapaz.

O Feminino I

Medo da essência feminina.
Medo do corpo feminino.
Medo das formas femininas.
O toque é mortal. A imagem causa úlceras nos olhos.
E a minha fraqueza causa nelas a repulsa.
É a minha proteção.
O meu casulo.

domingo, 11 de agosto de 2013

Sometimes I think that all this pain it's only due to lack of hugs, kisses and love! Hahahahahaha
Some superficial thoughts. It's late in the night, and I was thinking about sex tonight (wow, that's new!...but no). Reminds me of that question, intellectuality versus (with?) sexuality... I was watching the philosophy show, and they were talking about man and woman sexual behavior in Brazil's history... Needless to say that, in general, man had more sexual freedom than woman, with access to the so called 'puteiros', and even because of the subservient nature of some housekeeper women.
 I find it pretty interesting, and somehow sad to me. The interesting part it's to recognize the change on those values (at least, 'paper' values), and a gain in women's sexual freedom. On the other hand, I myself, as a man in the modern Brazilian society, feel oppressed. By that need of man showing that they are 'real man', and the need to fulfill some roles that had been regarded to us (for instance, to take initiative on relationships), both of which, I think, are heritage of that historical background.
A lazy weekend, for sure. The pain in my back, is back. Well, looks like I will have to go to the gym, I am thinking about the one just at the college's exit. Lost the control a bit this weekend too, but at least I got some CD's to my dad, hope he likes it.
 Well, I have considered ways of turning around the problem of my excessive loneliness. Actually, it may get better now that I am hanging out a little bit more. It's kind weird, because at the same time I feel bad for it, but on the other hand I appreciate it as the cost of company may get high sometimes. Really I just wanted to get full concentrated on my grad, study more, practice more, and take care of my health, which doesn't go that fine as I already said.

sábado, 10 de agosto de 2013

A nice sweet company, but I still feel so lonely... Everyday I still think, and it is over for so long time now. It's over, once and for all. I don't known me, but she, who seeks me everywhere.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Finally the firsts days of the semester have come... Weird as it seems, it looks like I had got a mind set up. It's working pretty good, actually. Meditating about my family, remembering who I am, no, better than that, remembering who I want to be.
 Raising some strength to overcome the mistakes I'v done in the past, trying to consider the holy triad, perseverance, discipline and humility.

 The other day I was sitting in front of the TV, the same morbid news, nevertheless different characters, most of them dead. Dead on the dirty ground of a decaying hospital in the so far Amápa... There is no history at all, there are no proofs at all, there it goes another one... what if there was no love? what if there wasn't this pain?

 Fingers pointing everywhere, pointless discussions, the theory over praxis, and the intellectual pride leaves the starving, thirsty people of Sertão in second place, once again. Take a book of one hundred years ago, take a nowadays geography book, consider this place, and you will see that they live most likely in the same way. Of course, some thinks are better... but, still the same... is this bad?

There is a Sertão within me. A place that has been thirsty and starving for so long. Many thinks have happened, and it got better, no doubt, but, still the same... is this bad? I have invented this desert beneath the skin, and, hopefully, I travel inside myself, searching for that Oasis, and as those jagunços, afraid of everything that comes from the grandes terras, always glorifying the long gone past, praying for my very own virgin Mary.
 There is a Sertão within me. I run with a carabina as my precious love to the very deep of this desert, and it is very good... and cruel... and the strong storm comes over the pale red of some stones, now and then, to wash over, to renew the life, it's a green phoenix, coming from the sands, to form a vivid new beginning, and all of that will be washed over again, now for the dry that comes passionless... but I am alive. Alive, alive, and nine out of ten dreams make me cry, I am alive.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Um pouco de tempo perdido (ou ganho?) com os amigos... como era de se esperar, sem aulas no primeiro dia. Alguns contratempos, hoje a noite planejava trabalhar mais no resumo, mas primeiro vou precisar definir quais os resultados que eu preciso. Acordei cedo pra ler Os Sertões, amanhã pretendo fazer o mesmo.
 Ainda deu tempo de andar de bicicleta... da pra acreditar? haha... pois é, mas essa dorzinha não me larga, já é minha sina!
 Ontem foi legal, reconhecimento por quando se toma atitude, cuida-se de si mesmo, é muito bom.
 Quanto mais procuro coisas culturais, mais busco me expandir sempre pensando na minha família, mas me aperta a saudade... Realmente, quão difícil é achar alguém pra conversar nos dias de hoje. Mas ânimo varão! Hahahahaha... dias melhores virão, já estão aí a porta!