domingo, 26 de fevereiro de 2012

 Fim das férias, finalmente. Sexta-feira de fevereiro, dia 24. Mal me parece que já se passaram três meses de descanso. Não que eu não estivesse com saudades da faculdade, não. Na verdade, tudo, aparentemente, será novidade este ano.

 Pelo começo de Dezembro, as últimas provas, agora já nem me lembro destas semanas angustiantes e exaustivas. Foram durante elas em que nós tivemos mais dificuldades, mas depois nos ajeitamos. Passadas algumas semanas, resolvi topar o desafio de conhecer uma oficina mecânica. Acordei durante todo o mês de férias as seis da manhã, e lá ia eu, meio período ao menos. Conheci muita gente interessante, aprendi que existem pessoas que amam seu trabalho, aprendi que existem pessoas que não querem trabalhar. Vi, infelizmente, que a maior parte das pessoas escolhe viver na ignorância, prefere seguir caminhos tortuosos e pouco confiáveis. Aprendi também que existem pessoas magníficas, que sabem realizar um bom trabalho, que se dedicam e estimulam outras pessoas a sua volta. Destas busquei tirar as melhores partes. Espero ter deixado amizades ou ao menos, um coleguismo, lá. Tomara haja tempo para que eu retorne e aprenda mais.
 No meio tempo, corri atrás de várias coisas. Desde o fim do semestre vinha discutindo sobre uma possível iniciação científica com um professor, que, apesar do medo dos alunos, descobri ser outra pessoa fantástica, humilde, extremamente capacitado e disposto a ajudar. Contei, pra iniciar tudo isto, sempre, com o incentivo da minha companheira. Aleais, não fosse por ela eu não estaria com o que estou agora, ela me lembrou o poder que temos quando nos esforçamos e perseguimos nossos objetivos. Graças a ela comecei a trabalhar, fazer bicos, na verdade, durante os finais de semana. Bicos estes que nos garantiram programas interessantes durantes as férias, e me permitiram pagar meu primeiro mês de alemão, um sonho desde há muito.
 Parece-me triste que eu esteja resumindo três meses da minha vida em apenas poucos parágrafos. Mas senti que cresci enormemente neste pequeno intervalo de tempo. Espero que ela também tenha crescido ou, ao menos, mudado, estando comigo. Voltei a ter paixão pela leitura, devorei alguns livros famosos durante as férias. Estudei para a iniciação praticamente todos os dias, e neste último mês também trabalhei para a monitoria. Acho que decepcionei meu professor em alguns aspectos, mas espero que não. Talvez eu esteja me decepcionando novamente em alguns aspectos. Talvez este seja o motivo de eu estar escrevendo este texto.
 Não são poucas as situações de nossas vidas onde é mais confortável se retirar do combate. Onde imaginamos que não da mais para continuar a enfrentar as fileiras, ou, ainda, onde simplesmente não queremos continuar. Esse é um ponto perigoso. Caí nele já uma vez. Muitas pessoas enxergam potencial em mim, e espero corresponder a ele. Desleixo, preguiça, fazer por fazer, são coisas que simplesmente não se encaixam naqueles que tem objetivo e estão determinados a alcançá-los.
 Eu não quero que isto seja um texto de autoajuda. Ou melhor, talvez este seja o legítimo texto de autoajuda! Escrevo para mim mesmo, com palavras de ordem. Conheci novas pessoas, irei conhecer mais ainda. São pessoas incríveis, quero estar com elas. Conheci as pessoas que escolhem dar maior peso para seu lado 'esperto', preguiça, malandragem, enrolação, e, sinceramente, não gostei de nenhuma delas. Não nego que quase caí nessa, o ambiente universitário é perigoso nesse sentido, justamente por que esse é o sentido de bom.
 Talvez eu esteja escrevendo este texto para remarcar as coisas que me foram ditas, os professores que eu tive, para trazer o melhor de volta, e começar o semestre com força, manter a disciplina, e, principalmente, ter perseverança. Realmente, embora alguns tenham sido decepcionantes, outro foram simplesmente surreais. Pessoas que me inspiram. Desenvolvemos laços, ainda que eles não percebam, pois veem dezenas de nós, e nós vemos apenas ele, e são nosso espelho. Embora a grande maioria ache ruim um professor capaz e rígido, a verdade é que sentimos admiração.
 E, assim, chego a mais um semestre. A semana que vem provavelmente ainda será devagar para a maioria, mas eu estou a mil, e quero fazer o melhor. Sempre. Eu não deixei explícito, mas, nas entrelinhas, sou extremamente grato pela mulher que está comigo agora. Foi ela, como amiga que também é, quem me deu forças para redescobrir meu potencial, permitiu que eu pudesse arriscar e dar uma guinada nos rumos da minha vida. A você só posso dizer muito obrigado e, espero, recompensar com motivação e amadurecimento iguais.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Summer night

  This is my first attempt to write in english after so much time, so, please, forgive me my mistakes.
  It was really weird, tonight, but, at same time, full of meaning.
  She went to the bathroom. I was waiting for her, sitting in a white chair. While all those people where passing by, some alones, couples of, who's to know, lovely partners. Then, suddenly, a tought came to my mind.
  Yes. I was sitting there, hands in my chin, twenty years-old over my back, and I had just figured it out.
  Honestly, I did never expected to be such a person, that I am now. About one year ago I felt like all my wills where futile, all my dreams where gone, that I had nothing left to beconquered that worth the efforts.
  It's funny how those thinks happens, how we slightly change over time, like an infinitesimal sum that comes up with a very solid think, even though I am more likely a liquid or a gas.
  At that time I was a boy, not in my body, but in my soul. No real worries, no real problems. My mind passed over hard times, coming and going, getting hot and impatient in a minute, cold and distant in another and even warm and equilibrated, sometimes.That season madness and my infant worries - that's the way I would classify then right now, but, maybe, I will do so to this in a few years too - led me to hurt people, to undermine myself.
  Made me afraid of failure - thus, of trying new thinks.
  Let me stuck in a comfort zone that, ironically, was killing me by inside. But sitting in that chair, by apparent no reason, I did realized that I have changed. That I did turned into someone t hat I tought I coudn't. In fact, got worried and also happy. Honestly - between us - a little bit proud. Not by myself, but for my parents. Hope you will understand.
 And this will come out as a confusing phrase, perhaps of misleading significance, and I am afraid that it may look, even if I grant you that wasn't my intention, somehow oppressive. But what would be of literature if every writer had let his fears overcome his toughts, put chains into his pen, sticht his eyes and mouth. So here it is: I felt, for the very first time in my life, as a man - whatever that means in a historical perspective and, surely, in that sense, not a phrase exclusive for the male of our species.
  That sounds weird even now and, a little earlier than I supposed, I would say that it's infant. But, in any case, it was a great mark in my mind and heart, like a glass showing the face of a man that stayed several years without knowing what his figure looked like, and came to know it suddenly, and it was somehow beautiful and unique, specially considering his defects .
  She than came out, and we went off to the car. Left me home, barely knowing that all the changes that I had passed where caused by her, directly or not. Even if someday she get bored of me, I am quite sure that she left her mark very deep in my life and, so far, a grateful mark, like a three tiny sweet star tattoo.